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Sobre o Curso

Publicado: Segunda, 25 de Março de 2024, 15h29 | Última atualização em Segunda, 25 de Março de 2024, 18h55 | Acessos: 3292

O curso Formação de Professores Indígenas conta com 3 marcos.

• Primeiro marco: a publicação da Resolução n. 010/2007/CEG/Consepe/Ufam, que aprova a proposta do curso nas instâncias superiores da Ufam com apenas 50 vagas anuais. Neste período, houve edital do Prolind (Programa de financiamento para licenciaturas indígenas) com o qual fomos contemplados. Inicialmente, o curso é aprovado para apenas uma etnia e, por isso, é registrado como curso Formação de Professores Indígenas Mura. 

• Segundo marco: a aula inaugural proferida pelo Prof. Gersem dos Santos Luciano (Baniwa), que dá início às atividades do curso no dia 1º de maio de 2008.

• Terceiro marco:  o curso passa a ser reconhecido como Curso Formação de Professores Indígenas (Resolução n. 041/2009/CEG/Consepe/Ufam, de 1º de outubro de 2009), iniciando o atendimento a outras etnias e ampliando o seu foco de atuação no estado do Amazonas.


Objetivos do Curso

• Objetivo Geral

1) Formar, em nível superior, de acordo com a perspectiva intercultural crítica, interdisciplinar e voltada ao fortalecimento cultural e linguístico, professores indígenas preparados para atuarem nos Anos Finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio nas áreas de: Ciências Humanas e Sociais; Ciências da Natureza; e Linguagens.


Objetivos Específicos

1) Contribuir para a construção e/ou desenvolvimento do Projeto Político-Pedagógico das escolas indígenas e de seus currículos próprios, diferenciados e específicos, voltados às necessidades e as particularidades de cada povo. 

2) Oferecer condições para que as escolas indígenas, através do trabalho educativo integrado dos professores e comunidades, possam promover o acesso aos saberes científicos historicamente construídos pela humanidade, bem como a valorização do patrimônio territorial, cultural e ambiental indígena, propiciando um diálogo intercultural, a partir de suas lógicas e valores. 

3) Possibilitar aos professores indígenas um processo de formação que contribua para a promoção, em sala de aula, do processo educativo que – fundamentado na cultura e na forma de pensamento própria de cada povo – possa incidir na melhoria das condições de vida, através da apropriação crítica de bens culturais e recursos tecnológicos advindos de outras sociedades. 

4) Pensar os processos socioculturais, econômicos e políticos no contexto indígena e amazônico, refletindo principalmente sobre os grandes empreendimentos e as comunidades locais. 

5) Promover ações que permitam a indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão, em consonância com a legislação da educação escolar indígena e que privilegie as escolas e comunidades indígenas como locus de sua realização. 

6) Promover discussões político-pedagógicas embasadas pela interculturalidade crítica, que possibilitem o desenvolvimento de processos decoloniais na conjuntura ensino e aprendizagem durante toda a formação ensejando um diálogo intercientífico. 

7) Efetivar ações interdisciplinares entre as áreas de conhecimento, no ensino, na pesquisa e/ou na extensão, em diálogo com o Movimento Indígena. 

8) Fortalecer o diálogo interinstitucional entre Ufam, Movimento Indígena e outras instituições que atuam na região de oferta das turmas do curso FPI. 

9) Valorizar os saberes, os conhecimentos, as epistemologias e os sábios tradicionais de cada povo/cultura no processo de formação profissional a partir de práticas e da inserção de sujeitos indígenas em todo o processo. 

10) Valorizar os aspectos linguísticos de cada povo atendido, preparando os profissionais para o trabalho, nas várias áreas de conhecimento, para a valorização do enriquecimento linguístico e do multilinguismo. 

11) Preparar profissionais que possam atuar no movimento indígena e em instituições, espaços e contextos relevantes para os povos originários ou com a presença destes, prioritariamente, nos que se voltam à educação indígena escolar e não escolar. 

12) Preparar profissionais que atuem no contexto amazônico, especialmente no contexto indígena, considerando a realidade escolar com salas multisseriadas, com gestão mista (compartilhada por estados e municípios) e com a atuação de profissionais multitarefas (e.g. gestor e docente ao mesmo tempo).

 

 

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